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	<title>Jornais e revistas &#8211; Mestre Júlio Santos</title>
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	<description>Áureo Estudio</description>
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	<title>Jornais e revistas &#8211; Mestre Júlio Santos</title>
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		<title>Parede da memória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 14:29:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[O que resta hoje da técnica da fotopintura, arte que já foi símbolo da cultura popular Penduradas no fundo caiado de uma parede, as fotopinturas parecem um naco de passado em lares do interior do país — homenagem aos que se foram, revividos agora pelo colorido das tintas. Mas, a despeito da estética que remete ao antigo, elas permanecem vivas. São mais do que relíquias, e ai de quem ouse dizer o contrário na frente de Júlio Santos, 76. &#8220;Se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><span style="font-family: georgia, palatino, serif;"><strong>O que resta hoje da técnica da fotopintura, arte que já foi símbolo da cultura popular</strong></span></h6>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Penduradas no fundo caiado de uma parede, as fotopinturas parecem um naco de passado em lares do interior do país — homenagem aos que se foram, revividos agora pelo colorido das tintas. Mas, a despeito da estética que remete ao antigo, elas permanecem vivas. São mais do que relíquias, e ai de quem ouse dizer o contrário na frente de Júlio Santos, 76.</span></p>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">&#8220;Se houve uma morte da fotopintura, foi em espírito. Ela ressuscitou com muito mais força, pois tenho feito produção para todo canto. Tenho trabalho suficiente para não parar.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Júlio Santos é conhecido como Mestre Júlio, o único fotopintor renomado vivo no país. Se a fotopintura permanece pulsante, boa parte dessa responsabilidade está nas suas costas. Júlio guarda a sabedoria do passo a passo original da técnica.</span></p>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Leia o texto completo <a href="https://tab.uol.com.br/edicao/fotopintura/#cover" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</span></p>
<hr />
<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <strong>TAB UOL</strong>, 2 de fevereiro de 2021. <strong>Arte:</strong> Marcos de Lima; <strong>Edição:</strong> Olívia Fraga; <strong>Fotos:</strong> Rafael Martins e Marília Camelo (Fortaleza); <strong>Reportagem:</strong> Alice de Souza.</span></p>
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		<title>Cyro Almeida e Júlio Santos revisitam a fotopintura com olhar no presente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2020 23:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Técnica muito em voga em décadas passadas foi empregada na criação de 56 obras que estão expostas na mostra &#8220;Deslimites da Memória&#8221; Você já deve ter se deparado alguma vez com um retrato antigo, provavelmente na casa do seus avós, que despertava uma certa dúvida: isso é fotografia ou pintura? Então, tecnicamente, aqueles trabalhos são um pouco dessas duas linguagens, pois dependem de uma sobreposição de procedimentos, e, por isso, são chamados de fotopinturas. Essas se desenvolveram no Brasil, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Técnica muito em voga em décadas passadas foi empregada na criação de 56 obras que estão expostas na mostra &#8220;Deslimites da Memória&#8221;</strong></h6>
<p>Você já deve ter se deparado alguma vez com um retrato antigo, provavelmente na casa do seus avós, que despertava uma certa dúvida: isso é fotografia ou pintura? Então, tecnicamente, aqueles trabalhos são um pouco dessas duas linguagens, pois dependem de uma sobreposição de procedimentos, e, por isso, são chamados de fotopinturas. Essas se desenvolveram no Brasil, a partir dos anos 30, quando a fotografia 3&#215;4 se popularizava, impulsionada pela exigência do registro fotográfico em documentos, a partir do governo de Getúlio Vargas (1882-1954).</p>
<p>Não à toa, as composições ligadas a essa vertente obedecem sempre a uma captura frontal – como ainda são feitos os cliques voltados para a produção da carteira de identidade, do passaporte, dentre outros. A formalidade fixada naqueles retratos 3&#215;4 era, posteriormente, “amaciada” pelas mãos de artistas como o cearense Júlio Santos, 76, que é um dos últimos especialistas em fotopintura do país. Vestidos, ternos, broches, lenços eram aplicados sobre a imagem com precisão, enquanto cabelos e até a fisionomia dos retratados eram retocados com o mesmo cuidado.</p>
<p>Foi em busca desse saber, hoje bastante raro, que o fotógrafo mineiro Cyro Almeida, 35, estreitou laços com Santos – o mestre com quem ele assina a autoria de 56 obras apresentadas na exposição “Deslimites da Memória”, em cartaz no Museu Mineiro até 3 de maio. O primeiro encontro entre os dois aconteceu por acaso. Em 2012, Almeida estava em Belém, onde Santos foi realizar uma palestra e uma oficina.</p>
<p>O fascínio do fotógrafo com a expertise de Santos, ao ouvi-lo falar do seu trabalho e de sua história, foi imediato. E, ao relatar suas impressões para o palestrante, este logo fez o convite para que Almeida lhe fizesse uma visita em Fortaleza. Dois meses depois, o mineiro desembarcou na capital cearense, e dali em diante começou, entre os dois, um amizade que foi amadurecendo por meio de ligações e de visitas posteriores. Até que, em 2016, o visitante propôs uma parceria, que resulta na série inédita exibida agora em Belo Horizonte.</p>
<p>Almeida conta que tinha um projeto em mente, mas deu carta-branca para Santos contribuir com sua arte, seguindo suas próprias escolhas. “Desde o início, eu entendo esse trabalho como algo coletivo. Não é uma pintura do mestre Júlio em cima de uma fotografia de Cyro: são fotopinturas de Júlio e Cyro, mas com etapas em que um teve um protagonismo maior do que o outro”, pontua o fotógrafo.</p>
<h6><strong>Processo</strong></h6>
<p>Ao revisitar uma prática considerada obsoleta, Almeida teve a ideia de incorporá-la a partir dos olhos de hoje. E, assim, em vez de recorrer aos baús das famílias, ele navegou pelo Instagram. Na rede social, o fotógrafo encontrou perfis de vários jovens, o que o motivou a chamar alguns deles para performar diante de sua câmera analógica, repetindo as mesmas poses das selfies publicadas por eles na plataforma virtual.</p>
<p>“A maioria deles é de Belo Horizonte, exceto três irmãs que são de Araxá (cidade natal de Almeida). Depois, eu selecionei alguns negativos, ampliei as imagens em preto e branco e as levei para o mestre Júlio, que ficou responsável por finalizá-las”, detalha Almeida.</p>
<p>Justamente por replicar fotografias descontraídas, que se distanciam do padrão 3&#215;4, as imagens com as quais Santos precisou trabalhar eram muito distintas daquelas a que estava habituado. “Eu recebia os retratos num envelope com uma descrição exata do que o cliente queria: ‘pintar olhos e cabelos castanhos, paletó azul marinho, botar um lenço e uma caneta no bolso, uma gravata vermelha’, fazer isso e aquilo. Quando eu recebi as imagens de Cyro, eu encontrei modelos completamente inusitados. Uns estavam com a língua pra fora, outros com piercings no rosto, e aquilo me fez repensar nas fotografias do passado e no momento das imagens feitas hoje”, relata Santos.</p>
<p>“Deslimites da Memória”, que tem curadoria da portuguesa Ângela Berlinde, propõe, assim, uma brincadeira com essas fronteiras. Almeida comenta que o público poderá se surpreender com a mostra, incluindo os retratados, pois eles ainda não viram os trabalhos finalizados.</p>
<p>“Acredito que alguns espectadores vão entrar na galeria e identificar a fotopintura. Mas poderão ter um certo embate com as obras ao perceber que as pessoas ali retratadas são muito diferentes de um padrão que eles talvez conheçam. Já os mais jovens vão se identificar de imediato, mas também é possível que estranhem a técnica, que ainda podem desconhecer”, avalia.</p>
<hr />
<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <a href="https://www.otempo.com.br/diversao/cyro-almeida-e-julio-santos-revisitam-a-fotopintura-com-olhar-no-presente-1.2307544" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Tempo</strong></a>, 9 de março de 2020. <strong>Reportagem:</strong> Carlos Andrei Siquara.</span></p>

<a href='https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/02-O-Tempo_impresso_Deslimites-da-Memoria-2.jpg'><img fetchpriority="high" decoding="async" width="300" height="200" src="https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/02-O-Tempo_impresso_Deslimites-da-Memoria-2-300x200.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/02-O-Tempo_impresso_Deslimites-da-Memoria-2-300x200.jpg 300w, https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/02-O-Tempo_impresso_Deslimites-da-Memoria-2-570x380.jpg 570w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>
<a href='https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/03-O-Tempo_online_Deslimites-da-Memoria.jpg'><img decoding="async" width="300" height="200" src="https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/03-O-Tempo_online_Deslimites-da-Memoria-300x200.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/03-O-Tempo_online_Deslimites-da-Memoria-300x200.jpg 300w, https://mestrejuliosantos.com.br/wp-content/uploads/2020/03/03-O-Tempo_online_Deslimites-da-Memoria-570x380.jpg 570w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>

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		<title>Último grande artista da pintura em fotos chama atenção em show dos Tribalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2018 18:17:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Aos 74 anos, Mestre Júlio experimenta sabor da notoriedade A imagem não sai da cabeça do cearense Júlio Francisco dos Santos. Diante de um público de 20 mil pessoas que se aglomerava no ginásio do Centro de Formação Olímpica, em Fortaleza, Arnaldo Antunes anuncia a sua presença no local. Em seguida, Marisa Monte dispara: “Salve mestre!” A plateia então incendeia quando Carlinhos Brown puxa a expressão africana “ajayô” em sua homenagem. Àquela altura, a multidão gritava o seu nome em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Aos 74 anos, Mestre Júlio experimenta sabor da notoriedade</strong></h6>
<p>A imagem não sai da cabeça do cearense Júlio Francisco dos Santos. Diante de um público de 20 mil pessoas que se aglomerava no ginásio do Centro de Formação Olímpica, em Fortaleza, Arnaldo Antunes anuncia a sua presença no local. Em seguida, Marisa Monte dispara: “Salve mestre!” A plateia então incendeia quando Carlinhos Brown puxa a expressão africana “ajayô” em sua homenagem. Àquela altura, a multidão gritava o seu nome em coro. Aos 74 anos e assistindo a um show pela primeira vez na vida, Mestre Júlio, como é chamado o derradeiro grande fotopintor do país, se encolheu num cantinho e chorou de soluçar.</p>
<p>Leia o texto completo <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ultimo-grande-artista-da-pintura-em-fotos-chama-atencao-em-show-dos-tribalistas-23091804" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<hr />
<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <strong>O Globo,</strong> 21 de setembro de 2018. <strong>Reportagem</strong>: Sofia Cerqueira. <strong>Foto:</strong> Leo Aversa.</span></p>
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		<title>A permanência do retrato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2016 01:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Exposição de acervo do Centro Dragão do Mar investiga encantamento pelo registro da imagem humana É com uma espécie de maravilhamento que se adentra a exposição Retrato Popular, em cartaz no Sesc-Belenzinho. Trazendo uma seleção de acervos do Centro Cultural Dragão do Mar (Fortaleza), do colecionador Titus Riedl e de Mestre Júlio Santos, a mostra concentra-se num período específico da tradição do retrato. Se o registro da figura humana começou em priscas eras, nas pinceladas de artistas muito bem pagos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Exposição de acervo do Centro Dragão do Mar investiga encantamento pelo registro da imagem humana</strong></h6>
<p>É com uma espécie de maravilhamento que se adentra a exposição Retrato Popular, em cartaz no Sesc-Belenzinho. Trazendo uma seleção de acervos do Centro Cultural Dragão do Mar (Fortaleza), do colecionador Titus Riedl e de Mestre Júlio Santos, a mostra concentra-se num período específico da tradição do retrato. Se o registro da figura humana começou em priscas eras, nas pinceladas de artistas muito bem pagos por reis, nobres e o alto clero, o advento da fotografia tornou-o acessível a qualquer bom trabalhador. E o fotógrafo-viajante, com a máquina lambe-lambe debaixo do braço, disseminou a prática no interior do Brasil ao longo do século 20.</p>
<p>No lugar de cenários e figurinos luxuosos, eram as roupas da moda e os temas religiosos que interessavam ao homem do povo, aqui representado pelo recorte regional que privilegia Juazeiro do Norte e a região do Cariri. Como fundo de cena, grandes lonas eram pintadas à mão, trazendo santos e a paisagem local. Cavalinhos e charretes faziam a festa da criançada. Por meio de moldes, Mestre Júlio aplicava com pincéis, diretamente sobre as fotografias, ternos, vestidos e acessórios ao gosto do freguês. Agora, o fotoartista vai além com as inúmeras possibilidades da manipulação digital. Ele pode realizar qualquer sonho do freguês, como ser rainha ou, curiosamente, deixar de ser médico para virar mecânico.</p>
<p>Esculturas de barro com cenas cotidianas de fotógrafos, acessórios para tornar a fotografia portátil (os hoje obsoletos monóculos), equipamentos e livros de referência, além de uma ampla coleção de ex-votos (retratos deixados nas igrejas como pagamento de promessas), mostram por quais estratégias o retrato se difundiu no cotidiano do povo. Novas incursões dessa prática por meio de técnicas antigas também estão na mostra.</p>
<p>É o caráter artesanal do processo analógico que enche de graça a exposição. Posar para um retrato era uma ocasião especial, envolvia construir a autoimagem que se conservaria para o resto da vida, e mesmo depois. Como na fotografia do <em>Filho falecido que chega ao céu como ator de cinema</em>, manipulação digital de Mestre Júlio. Em tempos de terabytes de retratos clicados com a facilidade de um bater de dedo, perde-se a dimensão de construção ativa de desejos em frente à câmera. Acredita-se muito mais na realidade da imagem captada, como se a personalidade de cada indivíduo não fosse fruto de suas próprias escolhas, a exemplo das fotografias coloridas à mão.</p>
<hr />
<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <a href="https://www.select.art.br/permanencia-do-retrato/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Select</strong></a>, 22 de julho de 2016. <strong>Por:</strong> Luciana Pareja Norbiato.</span></p>
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		<title>As memórias da família brasileira numa fotopintura na parede</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jun 2016 20:29:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Mostra resgata tradição de retratistas e revela antigas técnicas que permanecem até hoje O dia é de romaria em uma cidade qualquer no interior do Nordeste. Uma família posa para uma série de retratos em frente a uma lona pintada com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e ao lado de uma estátua de Padre Cícero, o Padim Ciço. O cenário é adornado também por lâmpadas coloridas, plumas e um punhado de outras quinquilharias, como cavalinhos de pau e ursinhos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Mostra resgata tradição de retratistas e revela antigas técnicas que permanecem até hoje</strong></h6>
<p>O dia é de romaria em uma cidade qualquer no interior do Nordeste. Uma família posa para uma série de retratos em frente a uma lona pintada com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e ao lado de uma estátua de Padre Cícero, o Padim Ciço. O cenário é adornado também por lâmpadas coloridas, plumas e um punhado de outras quinquilharias, como cavalinhos de pau e ursinhos de pelúcia. O fotógrafo, por sua vez, usa um equipamento rústico de madeira pintada e apoiado em um tripé: é uma câmera lambe-lambe. A cena explica o mote da exposição Retrato Popular: do vernáculo ao espetáculo, em cartaz no Sesc Belenzinho, em São Paulo, até 31 de julho, dedicada a resgatar a memória fotográfica brasileira.</p>
<p>Não são apenas as imagens, mas também todo o universo que cercava retratados e retratistas, que está exposto na mostra. No Brasil, e em especial no Nordeste, a fotografia sempre esteve vinculada a dois tempos mágicos: ao da religiosidade e ao da terra. É que por muito tempo, os retratos eram feitos quase que exclusivamente em feiras agrícolas e durante romarias. Essa circunstância acabou por criar uma identidade muito comum a essas imagens que hoje servem como um registro de um tempo que passou – tanto como consequência de avanços socioeconômicos, quanto principalmente por mudanças tecnológicas que acabaram com antigas práticas de fotógrafos –, mas que mesmo assim resiste aqui e ali.</p>
<p>Como há resistência, também há renovação. É o caso, por exemplo, de Mestre Júlio, que tem suas obras expostas na mostra. Tendo trabalhado com fotopintura manualmente durante toda a vida, hoje ele usa o photoshop para fazer intervenções em fotografias originais ou para resgatar rostos de fotografias danificadas. Tradicionalmente, a fotopintura, tão emblemática no imaginário popular, foi usada para criar montagens a partir de uma foto 3&#215;4 reproduzida com pintura, mas hoje o material necessário para fazer o trabalho não existe mais. “Era muito normal, por exemplo, que um vendedor passasse de sítio em sítio recolhendo fotografias que depois ele levaria para o fotopintor que criava o contexto que as pessoas quisessem. Algumas tinham o desejo de serem retratadas com roupas chiques, outras, que não tinham registros de seus casamentos, de noiva e noivo”, comenta Rosely.</p>
<p>Leia o texto completo <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/21/politica/1466518778_526331.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<hr />
<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <strong>El País</strong>, 30 de junho de 2016. <strong>Reportagem</strong>: André de Oliveira.</span></p>
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		<title>A intimidade inacabada do outro nas fotopinturas de Mestre Júlio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2016 18:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[Dedicado ao gesto ritual da fotopintura, Mestre Júlio recria e colore vultos fixados sobre papel. Em sua oficina “mágica” e minúscula, imagens fotográficas chamuscadas pelo tempo enviam lembranças de permanência para o que estava prestes a se apagar O exato momento do clique, aquele minuto único, revisto, ampliado e salvo do limbo. O artífice Júlio Francisco dos Santos usa pintura sobre fotografia para dar novo brilho e novas cores a retratos que se negam a desaparecer com o tempo, rostos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Dedicado ao gesto ritual da fotopintura, Mestre Júlio recria e colore vultos fixados sobre papel. Em sua oficina “mágica” e minúscula, imagens fotográficas chamuscadas pelo tempo enviam lembranças de permanência para o que estava prestes a se apagar</strong></h6>
<p>O exato momento do clique, aquele minuto único, revisto, ampliado e salvo do limbo. O artífice Júlio Francisco dos Santos usa pintura sobre fotografia para dar novo brilho e novas cores a retratos que se negam a desaparecer com o tempo, rostos que pedem revanche, expressões decididas a durar. Assim, aspira iludir a morte. Crê na utopia de devolver às coisas sua aura de eternidade. Mergulha no caos informe da memória. Alcovita o flerte imemorial entre técnica e magia. De algum modo, Mestre Júlio, o foto-pintor, é um inventor de imagens para a imagem, um artista-guia que vive na intimidade inacabada do outro, retocando o nosso mais recôndito e ilusório desejo: o de não ter fim.</p>
<p>Leia o texto completo <a href="https://www.somosvos.com.br/a-intimidade-inacabada-do-outro-nas-maos-de-mestre-julio/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<hr />
<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <strong>Revista Vós</strong>, 17 de maio de 2016. <strong>Por:</strong> Ethel de Paula, Igor de Melo, Michele Boroh.</span></p>
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		<item>
		<title>Exposições: Mestre Júlio Santos</title>
		<link>https://mestrejuliosantos.com.br/textos/exposicoes-mestre-julio-santos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Aug 2012 13:36:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Gênero dos mais disseminados na história da arte, o retrato se viu assombrado, no início do século passado, pela invenção da fotografia, e ganhou um expediente novo, a fotopintura. E, como até os estilos mais populares souberam se reciclar, esse método ganha uma visão peculiar na mostra dedicada à produção do cearense Mestre Júlio Santos, composta de 120 obras. Dono do Áureo Studio, de Fortaleza, ele utiliza técnicas digitais, sobretudo o Photoshop, para retocar e mesmo recriar registros, alguns muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Gênero dos mais disseminados na história da arte, o retrato se viu assombrado, no início do século passado, pela invenção da fotografia, e ganhou um expediente novo, a fotopintura. E, como até os estilos mais populares souberam se reciclar, esse método ganha uma visão peculiar na mostra dedicada à produção do cearense Mestre Júlio Santos, composta de 120 obras. Dono do Áureo Studio, de Fortaleza, ele utiliza técnicas digitais, sobretudo o Photoshop, para retocar e mesmo recriar registros, alguns muito afetados pela passagem do tempo. Imagens de 5 por 7 centímetros de uma moça e de um rapaz viram, por exemplo, uma bela foto de casamento. Por trás da qualidade dos trabalhos reside uma ideia ainda mais sofisticada. Ao fazer com que os personagens se tornem outros, completamente diferentes — digamos, ao transformar um casal de classe média em cangaceiros ou árabes —, o fotopintor discute a noção de identidade de cada um. Ou seja, por meio da arte, podemos ser quem quisermos. Numa das paredes da montagem, há uma homenagem a expoentes das câmeras no Brasil, que tiveram seus retratos manipulados pelo artista. Entre eles, Thomaz Farkas, German Lorca, Maureen Bisilliat, Cristiano Mascaro e Claudia Andujar. Pinacoteca do Estado de São Paulo. 04 de agosto a 20 de outubro de 2012.</p>
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<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <a href="https://vejasp.abril.com.br/atracao/mestre-julio-santos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Veja SP</strong></a>. Resenha por Jonas Lopes.</span></p>

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		<title>Projeto valoriza e resgata tradição da fotopintura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 14:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornais e revistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Luiz Santos e o cearense Mestre Júlio tentam manter viva a técnica Um processo artesanal, a fotopintura corria sério risco de extinção. Com o fortalecimento da fotografia digital, as indústrias deixaram de fabricar os papeis com fibras que possibilitavam as intervenções e a maioria dos artesãos simplesmente foi obrigado a largar o ofício. Uma tradição forte especialmente no Nordeste, a técnica de pintura sobre retratos empregou centenas de profissionais em toda a região, tendo como um dos seus principais centros [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>Luiz Santos e o cearense Mestre Júlio tentam manter viva a técnica</h6>
<p>Um processo artesanal, a fotopintura corria sério risco de extinção. Com o fortalecimento da fotografia digital, as indústrias deixaram de fabricar os papeis com fibras que possibilitavam as intervenções e a maioria dos artesãos simplesmente foi obrigado a largar o ofício. Uma tradição forte especialmente no Nordeste, a técnica de pintura sobre retratos empregou centenas de profissionais em toda a região, tendo como um dos seus principais centros a cidade de Caruaru e o Sertão cearense. Até pouco anos atrás, a tecnologia parecia estar suplantando uma tradição tão ligada ao sentimento de família arraigado especialmente nas cidades de pequeno e médio porte da região.</p>
<p>A parceria entre o artista e produtor cultural Luiz Santos e o fotopintor Júlio Santos, o Mestre Júlio, de 68 anos, vem demonstrando como é possível preservar tradições que parecem ter sido esquecidas pelo (Deus) mercado. Desde 2009, quando se conheceram mais profundamente, eles têm desenvolvido conjuntamente o projeto Fotopintura Contemporânea e estão ganhando reconhecimento e acumulando vitórias em editais importantes.</p>
<p>Em recente debate promovido no Teatro Arraial, o secretário Estadual de Cultura, Fernando Duarte, lembrou o caso da artista olindense Maria do Monte, que faleceu sem criar uma escola do tipo de bordado que só ela praticava em Pernambuco. Um grupo de profissionais da Fundarpe fez questão de entregar ao deputado federal Pedro Eugênio uma proposta para criação dos Fundos para Salvaguarda do Patrimômio Imaterial e Material, dentro da lei do Procultura.</p>
<p>O sonho do Mestre Júlio é deixar esse legado para as próximas gerações. Os jovens e as crianças são o foco do artista, que assim manteria ocupados seus alunos no período após o colégio e também estaria abrindo uma oportunidade profissional para eles. Por dominar todas as etapas do processo da fotopintura, o artista é um elo importante na manutenção dessa tradição. “Vou fazer os papeis fotográficos aqui em Fortaleza para voltar a ter algumas pessoas fazendo a fotopintura à mão aqui”, planeja.</p>
<p>O artista diz que foi a “fome” que o levou a abandonar o tradicionalismo e decidir começar a trabalhar a fotopintura no computador. “Os suportes foram saindo de fabricação, os papeis de fibra foram deixando de ser produzidos, os estúdios foram falindo e os artistas foram sucumbindo”, lembra. Um sobrinho de sua esposa, Júlio Junior, dominava o Photoshop e foi o primeiro a lhe auxiliar na tarefa de recriar a fotopintura.</p>
<p>Mestre Júlio não foi o primeiro a tentar transferir o trabalho para a era digital: um irmão dele já trabalhava com o Photoshop. “Eu era meio conservador em relação a isso. Até que achei que podia ir para trás da máquina e fazer ela me obedecer”, diz ele, que considera estar fazendo um trabalho que respeita toda a tradição da fotopintura, muito diferente de refazer uma pintura sobre a imagem que está gravada no computador.</p>
<p>Para isso, o artista utiliza uma versão antiga de programa, o Photoshop Cs 8.1. Ele explica que seu trabalho não é uma montagem &#8211; ele continua com a mesma força da fotopintura tradicional. Mestre Júlio faz o retoque sobre as fotos. “Eu não quero a máquina executando o meu trabalho, quero fazer da máquina um cavalete”, diz o Mestre, garantindo que continua fazendo arte sem ser refém do computador e que o trabalho se diferencia por isso das montagens tão comuns na internet e também no mercado atual da fotopintura.</p>
<p>A paixão de Mestre Júlio pela fotopintura chamou atenção do artista e produtor cultural recifense Luiz Santos. ”Ele é o meu anjo da guarda, foi quem inclusive me descobriu em um momento difícil em Juazeiro e eu continuo servindo aos projetos dele como um operário”, diz o Júlio. Depois de chegar a ter 17 profissionais fazendo o trabalho à mão em seu estúdio, ele teve que vender tudo que tinha para pagar dívidas, antes de ser descoberto pelo agora amigo e companheiro de trabalho.</p>
<p>“Eu tinha projeto de continuar, mas o grupo eu estava desfazendo porque não havia como permanecer com as pessoas. Eu ia trabalhar em cima de que material?”, diz. O contato com o produtor colocou o artista popular em uma espiral positiva, que lhe levou a conhecer pessoas fundamentais na sua carreira como a curadora Roseli Nakagaya, mas até hoje trabalha com uma equipe pequena, com duas auxiliares que eram remanescentes do estúdio antigo e sua filha que tem 16 anos (Rebeca Ariane), mas a ideia é que futuramente todas criem independência. Hoje, o estúdio consegue realizar mais de 600 fotopinturas por mês.</p>
<p>“Eu sou um cara pretensioso e tenho a pretensão de dizer que a técnica que uso hoje em dia é a mesma da fotopintura tradicional, até porque eu faço questão de utilizar um Photoshop mais antigo para que tenha a borracha e o algodão. Eu nunca vendi minha alma”, diz ele, chateado com o fato de alguns fotopintores terem chegado ao ponto de desvirtuar o trabalho de forma tal que imprimiam em páginas de papel comum, A4. No seu Áureo Studio, ainda hoje ele recebe cerca de 20 pedidos com fotos antigas por dia. Muitas vezes rasgadas ou parcialmente destruídas, elas são pintadas e recuperadas como era comum no processo tradicional.</p>
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<p><span style="font-size: 13px;">Originalmente publicado em <a href="https://jc.ne10.uol.com.br/canal/cultura/artes-plasticas/noticia/2011/12/11/projeto-valoriza-e-resgata-tradicao-da-fotopintura-25044.php" target="_blank" rel="noopener"><strong>Jornal do Commercio</strong></a>, 11 de dezembro de 2011. <strong>Reportagem:</strong> Marina Andrade.</span></p>
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